Pesquisar este blog

http://grupodestudoslutas.blogspot.com

Seguidores

Quem sou eu

São Paulo, São Paulo, Brazil
Professor da EEFE-USP; Praticante e Pesquisador de Judô; Preparador físico de atletas de modalidades esportivas de combate.

Arquivo do blog

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ações defensivas em atletas de judô

Dica da Ursula:
Journal of Human Kinetics
Defensive actions of world top judoists

Volume 27, Issue 1, 1 March 2011, Pages 111-122
Boguszewski, D.
Medical University of Warsaw, Rehabilitation Unit, 57 Solec str., 00-424 Warsaw, Poland
Abstract
The objective of this work was to define and determine the effectiveness of defensive actions applied in judo fighting. The study was based on recordings of final fights from Olympic Games, World Championships and World Cup (2005-2008). Actions of female and male contestants participating in total of 56 fights were analyzed (to an accuracy of 10-second-periods of time). All actions, including attacks, counter-attacks and defense without counter-attack, were recorded and their effectiveness, preparatory actions, breaks and the referees' decisions were evaluated. Altogether fights of 95 contestants were subjected to analysis. According to the author's classification of defensive actions, 12 types of defense without counter-attack were defined as follows: (1) hand block, (2) hip block, (3) maneuvering around, (4) twist onto abdomen, (5) hand and hip block, (6) hand block and maneuvering around, (7) stepping aside, (8) separation from grasp, (9) leaving the mat, (10) leg entanglement, (11) bridge, (12) return to tachi-waza (escape from ne-waza). Types of defense most often applied according to the study - hand block and twist onto abdomen - were the least effective (93% and 70% respectively). Ashi-waza and te-waza were throws most often applied as counter-attack. However, sutemi-waza throws were most effectively (50%) applied. Highly effective counter-attacks (28%) should serve as a clue for coaches and athletes at the competitive level. The rules set forth by professor Jigoro Kano (among others: "give up in order to win") may not be adequate for today's competition.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Para quem não sabia, agora chegou à mídia...

Dica do Juliano:
http://esporte.ig.com.br/maisesportes/judo/jovem+promessa+relata+trotes+violentos+e+abandona+judo/n1596977031760.html

 
Jovem promessa relata trotes violentos e abandona judô
Atleta de 16 anos diz ter sofrido agressões físicas e morais em projeto do governo estadual. Entre os agressores havia maiores de idade
Uma jovem promessa do judô brasileiro abandonou o sonho de seguir carreira na modalidade. Durante os dois meses em que morou e treinou no Centro de Excelência Esportiva, em São Paulo, Lucas Gongora Ribeiro, 16 anos, diz ter sofrido agressões físicas e morais de alguns veteranos do projeto do governo estadual, entre eles maiores de idade. O garoto conta que foi obrigado a lavar quimonos de madrugada e até a dançar nu para a diversão dos mais velhos.
Natural de Mococa, no interior de São Paulo, Lucas mudou-se para a capital no início de março para integrar o Centro de Excelência Esportiva, antigo Projeto Futuro, no Ibirapuera, pelo qual já passaram judocas como Tiago Camilo, Henrique Guimarães e Aurélio Miguel, todos medalhistas olímpicos, além de Maurren Maggi, ouro no salto em distância nos Jogos de Pequim 2008. Ele relata que no alojamento os veteranos coagiam os calouros a rasparem a cabeça, carregarem seus quimonos e abastecê-los com água. O que poderia ser brincadeira tornou-se sério, segundo o jovem, com agressões físicas e humilhação.
Lucas Gongora Ribeiro conta que veteranos o derrubavam em posições que poderiam gerar contusões
"No alojamento, eles escolhiam o quarto de alguém, chamavam todo mundo e começavam a agredir. Na primeira vez, usaram uma ripa de madeira, depois usaram colheres. Também depilaram parte da canela com esparadrapo", disse Lucas, que já levantou títulos do Campeonato Paulista, Copa São Paulo, Campeonato Sul-brasileiro e Campeonato Brasileiro por Equipes. No início de maio, após dois meses no Centro de Excelência, o garoto abandonou o projeto e retornou a Mococa, onde acredita que não pode evoluir no judô pela falta de treinamento de alto nível.
A decisão foi lamentada pelo diretor de esportes da Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude, Carlos Marcelo Pistoresi, gestor do Centro de Excelência. Segundo ele, as reclamações de Lucas foram atendidas e os atletas responsáveis pelo trote receberam advertências graves. Os pais do atleta queriam que os comandantes do trote fossem excluídos do programa.
"Não tenho provas dele contra os atletas, nem dos atletas contra ele. Eu acredito na palavra dele e também acredito na palavra dos outros atletas. Tenho que ser ponderado e não tomar uma atitude drástica em relação a um ou a outro", afirmou Pistoresi. "Todas as atitudes foram tomadas em comum acordo com o pai [Glauco Adnam Ribeiro], o diretor do Conjunto Constâncio Vaz Guimarães [Coronel Luiz Flaviano Furtado], eu, que sou gestor do Centro de Excelência, e o sensei dele [Hatiro Ogawa]", complementa.
"É uma tradição onde há internato. Por exemplo, em qualquer atividade militar, sempre existe a hierarquia. O mais antigo tem certa precedência sobre os mais novos. Ele falou de lavar quimono. [Entre os militares] os mais novos geralmente engraxam os coturnos dos mais antigos. Isso é comum em qualquer ambiente onde há aglomeração", argumentou o Coronel Luiz Flaviano.
De acordo com Lucas, a maioria das agressões físicas acontecia na parte final do treinamento, quando era realizado o "joga-joga", termo utilizado para definir os exercícios de projeções e quedas. O garoto relata que os veteranos aproveitavam a oportunidade para derrubá-lo em posições que poderiam acarretar contusões.
Após as advertências aplicadas pela diretoria aos veteranos, o jovem acredita que os outros atletas quiseram se vingar pelas reclamações e fizeram com que ele fosse isolado pelos companheiros de treino e de alojamento. Em um almoço no refeitório, segundo Lucas, dois calouros trocaram de mesa quando ele se sentou para comer. Um amigo que jogou futebol com o garoto após os treinos da noite teria sido punido pelos veteranos no "joga-joga" do treino seguinte.
"O Marcelo falou que puniria quem estava fazendo essas coisas e que elas não aconteceriam mais. Eles pararam as agressões contra mim, mas continuaram com os outros. E eu ainda fiquei isolado, ninguém falava comigo", reclamou Lucas.
O isolamento durou aproximadamente um mês até que o judoca e seus pais resolveram abandonar o Centro de Excelência, apesar da insistência de Pistoresi para que o garoto permanecesse. Lucas diz ter tomado a decisão após intimidação dos veteranos por se recusar a participar do "joga-joga". Ele conta que precisou se trancar no quarto enquanto outros atletas esmurravam e chutavam a porta fazendo ameaças.
É natural que você tenha uma desavença com um colega seu e ele te dê um gelo, se sinta um pouco ofendido. E também é natural que haja um entendimento entre o ser humano", disse o diretor de Esportes. "Passaram tantos atletas aqui que hoje são campeões mundiais e tiveram problemas, não só no esporte, na vida pessoal, e superaram. O Lucas vai superar muita coisa na vida. Ele é um garoto de fibra e tenho certeza que como bom atleta vai superar isso".
Os pais de Lucas reuniram as denúncias do filho e protocolaram um requerimento na Promotoria da Infância e da Juventude do Ministério Público do Estado pedindo a apuração do caso e a eventual punição dos responsáveis. A Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude diz ainda não saber do fato e só depois de ser comunicada oficialmente estudará possíveis providências.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Lesões agudas em atletas de TKD

Int J Sports Med. 2011 May 11. [Epub ahead of print]

Acute Injuries in Taekwondo.
Schlüter-Brust K, Leistenschneider P, Dargel J, Springorum HP, Eysel P, Michael JW.
Department of Orthopedic Surgery, University of Cologne, Germany.

Abstract
Although Taekwondo is becoming an increasingly popular sport, there is a lack of reliable epidemiologic data on Taekwondo injuries. To perform an epidemiologic study on the variety of types of injury in professional and amateur Taekwondo athletes and to find a relation between Taekwondo style, skill level, weight-class and warm-up routine and the occurrence of injuries, we analysed the injury data using a 7-page questionnaire from a total of 356 Taekwondo athletes who were randomly selected. Overall, we registered a total of 2 164 injuries in 356 athletes. Most traumas were contusions and sprains in the lower extremities. Professional Taekwondo athletes have an increased risk of injury in comparison to recreational athletes. Taekwondo style, weight class and tournament frequency have an influence on the athlete's injury profile. Warm-up routines were found to have a positive effect on injury rates. Overall, Taekwondo may be considered a rather benign activity, if injuries during Taekwondo tournaments can be avoided. If not, Taekwondo can result in serious musculoskeletal problems.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Vibração e desempenho no supino em atletas de judô

Int J Sports Med. 2011 May 17. [Epub ahead of print]
Effects of Different Vibration Exercises on Bench Press.
Marín PJ, Torres-Luque G, Hernández-García R, García-López D, Garatachea N.
European University Miguel de Cervantes, Laboratory of Physiology, Valladolid, Spain.

Abstract
This study was undertaken to analyze the effects of different vibration recovery strategies via feet or hands on the number of repetitions performed and on mean velocity, peak velocity and blood lactate concentration during consecutive bench-press sets. 9 elite judo athletes performed 3 sets of bench press at 60% of one-repetition maximum (1RM), leading to failure and allowing a 180 s rest period between sets. During the rest period, 1 of the 3 following procedures was performed: 150 s rest plus 30 s push-up vibration exercise (Push-up), 150 s rest plus 30 s squat vibration exercise (Squat) or 180 s only rest (Passive). Statistical analysis revealed that the Squat condition resulted in a significant increase in the number of repetitions achieved, in comparison with all other rest strategies. However, kinematic parameters and blood lactate concentration were not affected by vibration. These data suggest that a vibration stimulus applied to the feet, between sets, can result in positive improvements in upper body resistance exercise performance. Although the mechanisms are not fully understood, this positive effect of vibration could be due to an increased motor cortex excitability and voluntary drive.