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São Paulo, São Paulo, Brazil
Professor da EEFE-USP; Praticante e Pesquisador de Judô; Preparador físico de atletas de modalidades esportivas de combate.

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sábado, 11 de junho de 2011

Para reflexão

Embora não goste da revista, aí vai...

Revista VEJA, 1/6/2011


CLAUDIO DE MOURA CASTRO

O PROFISSIONALISMO COMO RELIGIÃO
Logo que me mudei para a França, tive de levar o meu carro para consertar. Ao buscá-lo, perguntei se havia ficado bom. O mecânico não entendeu. Na cabeça dele, se entregou a chave e a conta, nada mais a esclarecer sobre o conserto. Mais à frente, decidi atapetar um quartinho. O tapeceiro propôs uma solução que me pareceu complicada. Perguntei se não poderia, simplesmente, colar o tapete. O homem se empertigou: “O senhor pode colar, mas, como sou profissional, eu não posso fazer isso”. Pronunciou a palavra “profissional” com solenidade e demarcou um fosso entre o que permite a prática consagrada e o que lambões e pobres mortais como eu podem perpetrar.
Acostumamo-nos com a idéia de que, se pagamos mais ou menos, conseguimos algo mais ou menos. Para a excelência, pagamos generosamente. Mas lembremo-nos das milenares corporações de ofício, com suas tradições e rituais. Na Europa, e alhures, aprender um ofício era como uma conversão religiosa. O aprendiz passava a acreditar naquela profissão e nos seus cânones. Padrões de qualidade eram cobrados durante todo o aprendizado. Ao fim do ciclo de sete anos, o aprendiz produzia a sua “obra prima” (obra primeira), a fim de evidenciar que atingira os níveis de perfeição exigidos. Em Troyes, na França, há um museu com as melhores peças elaboradas para demonstrar maestria na profissão. Carpinteiros alardeavam o seu virtuosismo pela construção meticulosa das suas caixas de ferramentas. Na Alemanha, sobrevivem em algumas corporações de ofício as vestimentas tradicionais. Para carpinteiros, terno de veludo preto, calça boca de sino e chapéu de aba larga. É com orgulho que exibem nas ruas esses trajes.
Essa incursão na história das corporações serve para realçar que nem só de mercado vive o mundo atual. Aqueles países com forte tradição de profissionalismo disso se beneficiam vastamente. Nada de fiscalizar para ver se ficou benfeito. O fiscal severo e intransigente está de prontidão dentro do profissional. É pena que sindicatos, herdeiros das corporações, pouco se ocupem hoje da qualidade e virtuosismo. Se pagarmos com magnanimidade, o verdadeiro profissional executará a obra com perfeição. Se pagarmos miseravelmente, ele a executará com igual perfeição. É assim. ele só sabe fazer bem, pois incorporou a ideologia da perfeição. Não apenas não sabe fazer de qualquer jeito, mas a sua felicidade se constrói na busca da excelência. Sociedades sem tradição de profissionalismo precisam de exércitos de tomadores de conta (que terminam por subtrair do que poderia ser pago a um profissional com sua própria fiscalização interior). Nelas, capricho é uma religião com poucos seguidores. Sai benfeito quando alguém espreita. Sai matado quando ninguém está olhando.
Existe relação entre o que pagamos e a qualidade obtida . Mas não é só isso. O profissionalismo define padrões de conduta e excelência que não estão à venda. Verniz sem rugas traz felicidade a quem o aplicou. Juntas não têm gretas, mesmo em locais que não estão à vista. Ou seja, foram feitas para a paz interior do marceneiro e não para o cliente, incapaz de perceber diferenças. A lâmina do formão pode fazer a barba do seu dono. O lanterneiro fiza feliz se ninguém reconhece que o carro foi batido. Onde entra uma chave de estria, não se usa chave aberta na porca. Alicate nela? Nem pensar! Essa tradição de qualidade nas profissões manuais é caudatária das corporações medievais. Mas sobrevive hoje, em maior ou menor grau, em todo o mundo do trabalho. O cirurgião quer fazer uma sutura perfeita. Para o advogado, há uma beleza indescritível em uma petição bem lavrada, que o cliente jamais notará. Quantas dezenas de vezes tive de retrabalhar os parágrafos deste ensaio?
Tudo funciona melhor em uma sociedade que domina o profissionalismo de sua força de trabalho. Mas, isso só acontecerá como resultado de muito esforço em lapidar os profissionais. Isso leva tempo e custa dinheiro. É preciso uma combinação harmônica entre aprender o gesto profissional, desenvolver a inteligência que o orienta e o processo quase litúrgico de transmissão dos valores do ofício. Em tempo: amadores não formam profissionais."

sexta-feira, 10 de junho de 2011

FIJ muda a ordem de entrada das cores do judogi

White Judogi to be Called First 10th June 2011.

From August 11, beginning with the World Championships for Cadets in Kiev, followed by the Senior World Championships in Paris, and in all subsequent IJF competitions, the order of preference with regard to the wearing of either blue or white judogi will be changed to white first.
This change will be reflected in all appropriate items such as contest sheets, scoreboards and fight indicator boards. The IJF asks that all officials, coaches and competitors take note and use this 10 week notice period to prepare accordingly.

Provavelmente a iniciativa tem relação com o viés da coloração sobre o resultado da luta; como agora as chaves são dirigidas, talvez haja equilíbrio. O problema é se ainda houver viés...

Artigo do Fabrício sobre dermatoglifos

Há várias considerações sobre Modalidades Esportivas de Combate


Dermatoglyphics as biological markers of sports performance

del Vecchio, F. B.; Gonçalves, A.
Rev Andal Med Deporte.2011; 04 :38-46 - vol.04 núm 01

Resumo
Influence of genetic potential to improve physical aptitude and manifestation of physical effort has gained space in physical education and sport. Dermatoglyphics is still scarcely explored among biological indicators of performance, although they are becoming more and more known. They consist of dermopapillary palmar-digital impressions, for instance, of the set of dermal papillae of fingers, palms, soles, genetically established and changeless over the life. Preferential frequency distribuitions are observed in digital patterns (arches, loops, whorls) according to different modalities, as well as varied grade on total ridge count. This trended to be lower in persons involved in cyclic activities in comparison with competitors of strength modalities. Ab line count lessens in progression with sport level, elite athletics show atd angles lower than population values, as well as ulnar and combined indexes. Lastly, multivariate analysis to investigate the relations between dermatoglyphics and sport performance is considered. Thus, it was accomplished the aim of this review of doing a critical analysis of articles referents to dermatoglyphics from frequency distribution of its variables, from the relationship of this variables and sports performance and talent orientation.

 http://apps.elsevier.es/watermark/ctl_servlet?_f=10&pident_articulo=90020127&pident_usuario=0&pcontactid=&pident_revista=284&ty=84&accion=L&origen=elsevier&web=www.elsevier.es&lan=es&fichero=284v04n01a90020127pdf001.pdf

terça-feira, 7 de junho de 2011

Alfa amilase e cortisol em resposta a luta de TKD realizada por crianças

Eur J Appl Physiol. 2011 Jun 4. [Epub ahead of print]
Salivary cortisol and alpha-amylase reactivity to taekwondo competition in children.
Capranica L, Lupo C, Cortis C, Chiodo S, Cibelli G, Tessitore A.
Department of Human Movement and Sport Sciences, University of Rome Foro Italico, Piazzo Lauro de Bosis, 15, 00135, Rome, Italy, laura.capranica@uniroma4.it.

Abstract
The aim of this study was to evaluate the effects of an official taekwondo competition (three 1-min rounds with a 1-min recovery in-between) on heart rate (HR), salivary alpha-amylase (sAA), and salivary-free cortisol (sC) in children. Parental consent was obtained for 12 young (10.4 ± 0.2 years) male taekwondo athletes. Saliva sample were collected 15 min before and 1 min after an official taekwondo competition, and at 30, 60, and 90 min of the recovery period. To evaluate the exercise intensity during the competition, HR was measured and expressed as a percentage of individuals HR(peak). Athletes spent 78% of the time working at HR > 90% HR(max), with significant increases from round 1 to round 2 and 3. Peak sAA observed at the end of the match (169.6 ± 47.0 U/mL) was different (P = 0.0001) from the other samplings (pre-competition 55.0 ± 14.0 U/mL, 30-min recovery 80.4 ± 17.7 U/mL, 60-min recovery 50.5 ± 7.6 U/ml; 90-min recovery 53.2 ± 9.6 U/mL). Peak sC values observed at 30-min recovery (17.9 ± 3.5 nmol/L) were different (P < 0.0001) from pre-competition (5.6 ± 0.9 nmol/L), post-competition (9.0 ± 2.0 nmol/L), 60-min recovery (10.3 ± 2.6 nmol/L) and 90-min recovery (4.2 ± 0.8 nmol/L) values. These findings confirm that taekwondo competitions pose a high stress on young athletes. The different sAA and sC reactions in response to the physical stressor mirror the faster reactivity of the sympathetic-adrenomedullary system relatively to the hypothalamic-pituitary-adrenocortical system, respectively. This experimental paradigm might represent a useful model for further research on the effects of various stressors (i.e., training and competition) in taekwondo athletes.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Nota de esclarecimento

Devido às mensagens recorrentes recebidas, informo que esse grupo de estudos não tem relação com qualquer curso sendo oferecido sobre Educação Física Escolar.