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São Paulo, São Paulo, Brazil
Professor da EEFE-USP; Praticante e Pesquisador de Judô; Preparador físico de atletas de modalidades esportivas de combate.

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mais um trabalho dos coreanos

Int J Sports Med. 2011 Nov 3. [Epub ahead of print]


Effects of Sprint Interval Training on Elite Judoists.

Kim J, Lee N, Trilk J, Kim EJ, Kim SY, Lee M, Cho HC.

Korea National Sport University Seoul.

Abstract
The purpose of this study was to investigate the effect of sprint interval training (SIT) compared to control group (CG). 29 Judoists were assigned to SIT group (n=11, age 20.00±1.10 years) and CG (n=18, age 19.94±1.16 years). There were no significant changes in body fat and aerobic performance (VO2max, HRmax, and HR after Judo match) after 4 and 8 weeks. However, anaerobic peak power and mean power in SIT group was significantly increased by 16% and 17% at 4 weeks and by 17% and 22% at 8 weeks compared to baseline values (p<0.05). At 8 weeks, blood lactate concentration after graded exercise was significantly decreased in SIT group compared to CG after 10 and 15 min of recovery (p< 0.05). After Judo match, triglyceride and epinephrine were significantly increased in CG compared to SIT group (p<0.05) at 4 and 8 weeks. Otherwise, there were no significant changes of total cholesterol, albumin, FFA, and norepinephrine in both groups. We suggested that SIT program for elite Judoists would be effective to increase anaerobic power in a short period during off-season training.



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Palestra ministrada durante o V JOCAF na EACH-USP em 25/10

Preparação de atletas olímpicos
https://docs.google.com/open?id=0B6F18t_8Glc7OGVkZWFmZDktOTU3OS00YTExLTgxYzAtMzE2ZDhkNTkxOWQ1

Soco no karate

J Electromyogr Kinesiol. 2011 Dec;21(6):1023-9. Epub 2011 Oct 17.


Kinematic and electromyographic analyses of a karate punch.
Vencesbrito AM, Rodrigues Ferreira MA, Cortes N, Fernandes O, Pezarat-Correia P.

Sports Sciences School of Rio Maior, Polytechnic Institute of Santarém, Rio Maior, Portugal.

Abstract

The aims of this study were: (i) to present the kinematic and electromyographic patterns of the choku-zuki punch performed by 18 experienced karatekas from the Portuguese team, and (ii) to compare it with the execution of 19 participants without any karate experience. The kinematic and electromyographic data were collected from the arm and forearm during the execution of the specific punch. A two-way analysis of variance (ANOVA) was used with significant level set at p⩽0.05. We found that the kinematic and neuromuscular activity in this punch occurs within 400ms. Muscle activities and kinematic analysis presented a sequence of activation bracing a near-distal end, with the arm muscles showing greater intensity of activation than muscles in the forearm. In the skill performance, the arm, flexion and internal rotation, and the forearm extension and pronation movements were executed with smaller amplitude in the karate group. Based on the results of this study, the two groups' presented distinct kinematic and electromyographic patterns during the performance of the choku-zuki punch.

Análise do mae-geri; mais conhecido por alguns como o chute que o Steven Seagal ensinou para o Anderson Silva : )

J Sports Sci. 2011 Oct 13. [Epub ahead of print]


Execution time, kinetics, and kinematics of the mae-geri kick: Comparison of national and international standard karate athletes.

Pozo J, Bastien G, Dierick F.

Department of Physical Therapy , Haute Ecole Louvain en Hainaut (HELHa), Montignies sur Sambre , Belgium.

Abstract
Little is known of the performance characteristics of the shotokan karate mae-geri kick. The aim of this study was to compare the execution time, the lower limb kinetics and kinematics, and their respective repeatability in the mae-geri kick of karate athletes of two different standards. Seventeen adult black belt karate competitors (9 national and 8 international athletes) performed six kicks with their dominant lower limb on a striking surface, combining maximum force impact and velocity. Execution time of movement and lower limb kinematics were recorded with a high-speed camera. Maximum force at impact and the forces exerted on the ground were measured using three force plates. The duration of the kick was significantly shorter for international than for national standard athletes. However, no significant difference in the maximum impact force of the kick was observed between the two groups. In addition, significant kinematic differences were observed between the groups, with two angles of motion and one velocity peak occurring sooner in the kick movement for the international athletes, specifically for the knee joint. International athletes also performed the kick with a significantly higher repeatability for duration and kinematics, specifically during the pre-loading phase that precedes the attack phase. We conclude that theduration of the kick and repeatability of lower limb kinematics could be useful in selecting top-level karate athletes and monitoring their training status.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Dia do judô

Aniversário do nascimento de Jigoro Kano e dia instituído pela FIJ.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Editorial do Jornal da USP desta semana

A ética e o assessor anônimo


TIBOR RABÓCZKAY

A Fapesp e o CNPq criaram, recentemente, códigos de conduta para cientistas, visando a prevenir eventos antiéticos como a fabricação de resultados, a falsificação de dados, o plágio, a inclusão de autores nos trabalhos sem que estes tivessem uma contribuição significativa para a realização do estudo. A repercussão na mídia reflete o crescente interesse público pela ciência e a atividade dos cientistas. Preocupação ética mais antiga com a atividade científica foi originada pelos produtos que ameaçam a humanidade ou a natureza, como os agrotóxicos ou armas.

Acompanhando a tendência global, introduzi, em 2008, na pós-graduação no Instituto de Química da USP, a disciplina Ética Para os Profissionais de Química, envolvendo a discussão de problemas originários do questionamento público e da vivência dos próprios cientistas, orientadores e alunos de pós-graduação. Revelou-se como figura de destaque nas discussões o assessor anônimo, personagem não contemplada nesses códigos de conduta. Como sabemos, a análise de projetos de pesquisa, solicitações de bolsa, verba para a aquisição de equipamento de pesquisa, o financiamento de viagens junto aos órgãos financiadores dependem quase que decisivamente do parecer de assessores ad hoc, cuja identidade é mantida em segredo. É o assessor anônimo.

A favor do anonimato são usados dois argumentos, discutíveis. Um, que “em todas as partes do mundo é assim”. É a falácia da “prática comum”: a defesa com base em que, se todo mundo age de uma dada maneira, então tal prática é válida. Omitem-se a análise e a crítica. Em segundo, que o anonimato do assessor garante uma avaliação isenta, visto que ele não temerá represálias e conflitos pessoais no caso de uma recomendação desfavorável. Pressupõe-se que os cientistas sejam incapazes de manter a objetividade ao analisar projetos de seus pares em procedimento aberto e que os solicitantes não consigam aceitar objetivamente uma análise parcial ou inteiramente desfavorável a suas pretensões. Ora, na hipótese de os cientistas não conseguirem atuar objetivamente em procedimentos transparentes, é razoável supor que serão objetivos e isentos em assessorias às escondidas?

Expectativa e esperança que carecem de lógica. O segredo é solo fértil para a manifestação das fraquezas humanas das quais nem todo cientista escapa, por um lado, e o surgimento de boataria sem fim, por outro. Algumas das más práticas são constatáveis nos próprios pareceres aos quais os solicitantes têm acesso (sem assinatura do “parecerista”, obviamente). Vejamos alguns exemplos. Já ocorreu a não recomendação de pedido de bolsa de pós-doutorado no exterior, com o assessor anônimo alegando que o solicitante nunca havia trabalhado no assunto proposto, daí o trabalho no laboratório a visitar teria o aproveitamento comprometido. Pedido igual foi recusado por outro assessor (ou, quem sabe, o mesmo), porque o solicitante, já tendo trabalhado no tema, teria pouco aproveitamento com a permanência no exterior.

Da minha vivência posso citar o caso da recusa sucessiva de relatórios referentes a projeto cujo equipamento foi financiado por uma das agências mencionadas. Embora elaborados em conformidade com as exigências e anexados os artigos publicados em revistas estrangeiras indexadas, o relatório foi recusado – a primeira vez por ser sucinto, a segunda vez por muito detalhado. O assessor cometera a imprudência, ainda, de comentar com um amigo comum que “estrepei fulano” (usando, porém, termos chulos). Por motivos óbvios, respeitei o anonimato do “isento” anônimo. Mais difíceis de comprovação são as queixas de que o assessor anônimo, normalmente da mesma área de pesquisa que o solicitante, se apropriou das ideias deste e, eventualmente, “segurou” o projeto por tempo suficiente para tirar vantagem. São boatos apenas? Possivelmente.

Mais uma vez de vivência pessoal, um evento pouco lisonjeiro. Colegas que atuavam em área semelhante à minha me procuraram dizendo saber que solicitação minha a uma das agências financiadoras recebera parecer negativo. Queriam me assegurar que nenhum deles fora o assessor e me pediam que, portanto, não tomasse represálias, caso indicado para analisar pedidos deles. Acredite o leitor, a resposta gentil, de que jamais suspeitei deles, nem pensaria em desforra, exigiu considerável autocontrole.

Tratasse de casos raros, não levantaria este questionamento. Mas os pesquisadores todos sabem que o procedimento do assessor anônimo é, com certa frequência, de ética questionável. Daí, creio que – enquanto continuarmos descrentes da objetividade do cientista que atue às claras e for mantida a figura suspeitosa do assessor anônimo, salvaguardada a honra daqueles que às claras ou no anonimato, igualmente, não abrem mão da honestidade – os avanços em ética continuarão insuficientes. Isto, além da questionável alocação de fundos públicos com base em recomendações anônimas.


Tibor Rabóczkay é professor titular aposentado do Instituto de Química da USP